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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Burnout

Vou comentar sobre um assunto referente à psicologia, reforço que não sou um expert, porém, lendo artigos de profissionais da área, notei o quanto esse assunto é pertinente, pois, quem é acometido por essa síndrome, acaba gerando reflexos negativos na saúde individual e pública.

A síndrome de burnout se caracteriza por apresentar sintomas e sinais de exaustão física, psíquica e emocional que decorrem de uma má adaptação do indivíduo a um trabalho prolongado e com uma grande carga de tensão. Profissionais como policiais, enfermeiros entre outros estão entre os mais acometidos pelo burnout, pois, suas atividades profissionais exigem um alto grau de contato interpessoal.

Esse quadro propícia o surgimento de patologias e disfunções, tais como hipertensão arterial, úlcera gastroduodenal, obesidade, câncer, psoríase e tensão pré menstrual, no caso específico dos policiais, eles quando acometidos pelo burnout, empregam mais o uso da violência contra civis.

Finalizando sobre tema, é necessário então que, os profissionais mais propensos ao burnout, precisem, também, ser acompanhados e melhor avaliados no que tange às suas condições de saúde, principalmente os sintomas causados pela mente e corpo, causando o estresse e por tabela destruindo a capacidade de trabalho desses profissionais, dificultando em muitos casos a convivência no trabalho e dentro da própria família.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Não me iludo, mas, existem os iludidos

Até que me provem ao contrário, não me iludo com as declarações quando alguns artistas brasileiros divulgam, principalmente aqueles que estão inseridos no estilo musical axé music, quando dizem que seus respectivos shows no exterior foi um grande sucesso. O axé faz sucesso em países de língua portuguesa e talvez naqueles que falam o espanhol, afinal, as culturas se aproximam um pouco uma da outra.

É claro que é e será sucesso, afinal, eles só se apresentam pra brasileiros que, movidos pelas saudades da terrinha, procuram nesses shows suas identidades, além do mais, os gringos que vão pro show, são amigos dos brasileiros e estes o convidam para conhecer aquele ou aquela atração nacional. Nesse ponto eu concordo, afinal, matar as saudades de nossas origens é salutar e da forma como é feita, com as bandas que tem grande repercussão apenas no Brasil é muito melhor. 

Duvido que algum europeu, talvez os portugueses e espanhóis curtam esse estilo de música do Brasil, agora o inglês, que historicamente, tem uma cultura musical muito forte, berço de muitos estilos musicais e que apresentou ao mundo bandas como Beatles, Pink Floyd, Duran Duran, Elton John e tantos outros astros. Num país que poucos, muitos poucos estrangeiros fizeram sucesso por lá, e até fizeram e faz, mas pra alcançar esse sucesso, o artista tem que ser altamente diferenciado dos demais e não será uma banda como Berimbau Elétrico, Acarajé Music, calma gente, são nomes fictícios, fará sucesso nas terras da rainha.

Já os habitantes dos países baixos, do leste europeu e os nórdicos praticamente só curtem o som eletrônico, difundidos pelos DJ’s mais famosos do mundo: David Guetta e Tiësto.

Na minha opinião, nas principais casas de show de mundo, exemplifico o emblemático Royal Albert Hall, em Londres, o Madison Square Garden em Nova York, nesses palcos só se apresentam artistas de alto nível e que são contratadas pela casa e não como fez uma artista brasileira que pagou pra cantar lá e segundo informações, até hoje sofre com dificuldades decorrentes desse show.

O único brasileiro que tocou no Madison Square Garden e foi o maior sucesso foi um representante do movimento da música brasileira de maior repercussão no exterior, a bossa nova representada nesse dia por João Gilberto. E até hoje o movimento repercute lá fora de maneira satisfatória, onde Tom Jobim, Vinicius de Morais dentre outros possuem uma verdadeira legião de fãs, diga-se de passagem, fãs estrangeiros.

Nesse assunto quem poderá me questionar é minha irmã Lígia que, mora em Portugal há praticamente doze anos. Espero que ela leia e exponha sua opinião.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Utopia?

Movido por um sentimento até certo ponto utópico, diante do atual cenário do futebol do RN, creio que é chegada a hora dos grandes torcedores de ABC e de América sentarem à mesa para dirimir sobre os últimos fatos ocorridos.

E a partir daí, colocarem suas ideias num papel e principalmente pôr em prática ações que viabilizem a aproximação das duas diretorias, em prol do sucesso do futebol do RN. Pois do jeito que está, a coisa tende a piorar cada vez mais, afinal, até onde eu sei, sempre houve um sentimento de respeito mútuo entre as presidências, porque somente agora, a coisa está desbancando pra violência?

Que exista a rivalidade, pois sem ela, especificamente nesse caso, não existe futebol. Que exista a rivalidade apenas dentro de campo entre os jogadores, cada um procurando obter os louros das vitórias, sem que haja nenhuma interferência externa, principalmente de onde deveria partir o exemplo, que é dos seus mandatários.

Restringindo-me somente ao RN, ABC e América podem sim caminhar juntos, cada um buscando o melhor pra si, de uma forma saudável, sem agressões mútuas, sem desdém, aonde chegamos ao ponto de ambos os presidentes reforçarem a possibilidade de jogos de torcida única.

Não existe futebol sem torcida pró e contra, o espaço é democrático, cabendo apenas aqueles que querem realmente torcer por suas equipes e não por aqueles que vão somente empenhados em violentar, em bagunçar, muitas vezes apoiados pelos próprios clubes.

É querer demais ver um dia sentados lado a lado os dois presidentes dos dois maiores clubes do RN? Seja no Frasqueirão, seja na Arena do Dragão, assim como fazem os presidentes dos grandes clubes europeus que, mostrando um sentimento altamente esportivo e isentos de qualquer forma de desrespeito, conseguem sentar-se lado a lado. Como no futebol pode haver vencedores e vencidos, ao término da partida, cumprimentam-se, e cada um segue seu caminho como se tudo tivesse terminado ali, com o apito final do árbitro.

Mas como sou muito cético com relação as aparências, creio que, os atuais presidentes do ABC e América, agem dessa forma somente para quem que ver, porém, se encontram fora dos flashes e das câmeras de tv, e aí tomam suas cachaças finas ou seus Chivas Regall, Jack Daniels 18 ou 21 anos e ficam sorrindo das atitudes daqueles que se deixam levar por suas ações e palavras.

Upgrade de técnico

Confesso que fiquei surpreso com a demissão do treinador da seleção brasileira, Mano Menezes, logo após a conquista do super clássico das Américas contra a Argentina.

Até agora os verdadeiros motivos que levaram a tomada dessa decisão não foram expostos ao público, é óbvio, pois tudo que envolve a CBF, é feito as escuras e sem a mínima transparência.

Como um efeito dominó, o então diretor de seleções da entidade Andres Sanches também entregou seu cargo, alegando que foi voto vencido quando da demissão do antigo técnico, além de, o mesmo alega não ter participado em nenhum momento das discussões sobre o futuro técnico. Aliás, as especulações giram em torno de Felipão, que segundo se comenta, não é o preferido de Andres Sanches.

Confesso que o próximo treinador que venha a assumir a seleção não será responsável por grandes mudanças, afinal, o que temos de melhor, no tocante a jogadores, Mano Menezes já convocou e confesso que nos últimos jogos, a seleção até mostrou uma evolução, nada que podemos nos animar quanto a conquista de títulos, mas, houve sim uma certa melhora.

Comenta-se sobre a possibilidade da contratação de um técnico estrangeiro, assunto esse que, já foi finalizado pelo presidente da CBF, reforçando que, o próximo treinador será de terras brasileiras. Nesse caso, tenho plena certeza que o técnico não será de fora, afinal, isso pra grande maioria dos brasileiros seria uma afronta aos nossos profissionais do futebol, existindo até um bairrismo exacerbado sobre isso.

Bem que poderia haver um upgrade no posto mais alto da seleção brasileira, afinal, na minha opinião, os técnicos brasileiros cultuam as mesmas práticas no momento que escalam seus times, sendo raro aquele que se propõe a inovar com algum esquema tático, dando ênfase ao futebol de marcação e de pegada forte.

Não que eu seja contra ao futebol de marcação forte, afinal, o futebol moderno pede esse tipo de postura. Agora quando existe um equilíbrio entre marcação forte e saída rápida pro ataque é o ideal, onde, utilizando-se de volantes diferenciados, não aqueles que roubam a bola do adversário e entregam novamente, pois, não tem condições técnicas de acertar um passe há um metro do companheiro, qualquer time ou seleção poderá obter grandes resultados, afinal, é só o que eu vejo por aí, são equipes que só se defendem.

Por isso que o Barcelona causou e causa tanto frisson no futebol, o que Guardiola fez foi inovar seu esquema tático, e pegou todo mundo sendo adepto dos mesmos esquemas táticos, é claro, que ele contou também com um elenco bom, onde todos os jogadores pensam no coletivo, até são estrelas, mas em nenhum momento deixam isso interferir no coletivo, ao contrário dos jogadores brasileiros.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Não foi um clássico.

Com relação as tristes e vergonhosas cenas de violência protagonizadas pelos jogadores de ABC e de América, dos irresponsáveis seguranças do ABC que não tinham nada que adentrar ao campo para bater nos atletas do América, e da torcida que jogou vários objetos dentro de campo, vou escrever o que eu acho, tentarei ser imparcial, afinal, os dois lados tem seus percentuais de culpa no ocorrido.

Com relação ao América, o principal responsável pelas últimas ações que não condizem com o lado bom do futebol, se chama Alex Padang,  esse que se diz “presidente” de um clube como o América, vem ultimamente, com suas ações na forma de palavras, só fomentar a violência entre as torcidas, nos próprios jogadores e em todos os envolvidos direto ou indiretamente no clássico. Esse tipo de presidente com esse comportamento deve ser banido do futebol, porém, meia dúzia de seis apoiam as atitudes desse cara, que só quer ver o circo pegar fogo e depois se aproveitar da situação por ele provocada para ganhar espaço.

Pelo lado do ABC, lhe imputo a falta de preparo dos seus seguranças que, não tinham nada que adentrar ao campo para espancar os jogadores adversários, um péssimo exemplo, esses também deveriam ser punidos severamente pelo clube, como forma de demonstrar autoridade.

E finalmente a torcida, aí eu coloco aqueles marginais fantasiados de torcedores, que na maioria das vezes são apoiados pelos próprios clubes, com a doação de ingressos gratuitos e que nesse caso, estimuladas pelas atitudes das duas diretorias, se reflete nas ações que explodem nas arquibancadas e terminam fora do estádio com ações de vandalismo, pancadaria, quebra quebra e mortes.

Espero que a justiça desportiva puna as duas equipes de maneira dura, o ABC por não garantir a segurança dentro do seu estádio e o América, por praticar o anti jogo, afinal, provocar a expulsão de um atleta para que o número de atletas em campo chegasse ao número de 6 é ou não é um ato passível de punição.

Já está mais do que na hora do Sr. Presidente do América começar a ser visto com outros olhos pelas autoridades desportivas no nosso estado, e porque não, daqueles torcedores conscientes, afinal, com seus discursos recheados de falsidade, maldade, arrogância, enfim, enfatizando a rivalidade, que sempre foi bem disputado fora de campo por seus mandatários, nesses anos em que o então presidente ficou à frente, está levando a rivalidade para o lado negativo.

Quem não lembra da tentativa feita pelo atual presidente do América, quando ofereceu dinheiro para o Nacional de Patos ganhar do ABC, na disputa da série C de 2007? Numa situação em que as duas equipes nem disputava a mesma série. Um ato vergonho e no mínimo passível de repúdio por aqueles que fazem o futebol do RN.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Balanço Final

ABC

Ao final da temporada 2012 para o ABC, na qual considerei fraca, devido aos resultados não obtidos com o poder de investimento que o clube anunciou no começo do ano, que girava em torno de R$ 12 milhões. Pra onde foi esse dinheiro?

Alguns pontos que destaco na temporada:

- A desclassificação de forma ridícula na Copa do Brasil para o Vitória, onde o ABC fez 2 x 0 e no final da partida sofreu a virada pra 3 x 2. Ridículo. Aqui na minha opinião, começaram os problemas internos que culminaram com a perda do campeonato potiguar.

- A perda do campeonato estadual que estava praticamente ganho.

- Ao elevado número de erros nas contratações, coisa inadmissível num clube que teve o aporte financeiro e que utilizou de forma errada, podendo até, respingar na temporada 2013. Contrataram tanto jogador que, alguns não chegaram a jogar pelo menos uma partida.

- E finalmente, a fraca participação na Série B, onde era notória a falta de qualidade técnica na maioria dos jogadores. Só não caiu, porque alguns clubes conseguiram ser pior do que o ABC.

- Sim, ia me esquecendo, o ponto positivo do ano de 2012? A manutenção na série B 2013 aos trancos e barrancos, vindo através de um jogo “espetacular”.

Com todo esse cenário apresentado, espero que em 2013, o então presidente ou o novo consigam colocar o ABC nos trilhos das vitórias, tal qual em 2010 e 2011 e que repensem a forma de contratar, aqui cabe a contratação de um profissional imbuído em apenas ajudar a equipe, para que não haja tantos erros, afinal, como qualquer clube com poder de investimento que o ABC informa, comparando com alguns clubes do Norte e Nordeste, é inconcebível haver tantos erros, gerando as dificuldades financeiras declaradas ao final da temporada e que temo pelas consequências que possam acontecer em 2013.

A série B em 2013 será mais difícil, com a queda de clubes com alto poder de investimento e teoricamente, eu disse, teoricamente, terão grandes chances de ascender novamente a série A. Com isso, a diretoria do ABC tem por obrigação qualificar e não quantificar o seu elenco, com pensamento de formar uma equipa pra subir pra série A e não pra se manter na série B, pois, poderá diante das outras equipes conseguir ser a pior.

Pensar grande e projetar ações ambiciosas, no bom sentido, é condição sine qua non para se obter o sucesso, que a diretoria do ABC pense e ponha isso em prática.

Má Índole

Não consigo e talvez ninguém consiga entender o que leva a pessoas a cometerem crimes tão brutais, independentemente da classe social que ocupem na pirâmide.

Se uma pessoa consegue discernir o que é bom ou ruim, sabe que se cometer ato(s) que estejam fora da lei será preso e pagará conforme o(s) crime(s) cometido(s), então, o que passa na cabeça dessas pessoas no momento em que planeja e executa um crime?

Será que eles pensam que nunca serão descobertos?

E se forem pegos, contarão com a lentidão do judiciário, contribuindo acentuadamente para a impunidade?

Contam com auxílio de alguns advogados que, aproveitam as brechas deixadas nas leis, para utilizar-se de manobras para inocentá-lo?

Dizem que o crime não compensa, mas, nesse contexto, faço ressalvas a desde que provados, os crimes feitos em legítima defesa, de pais que tiveram seus filhos violentados das mais variadas formas (vingança), os tipos restantes, devem sem julgados e punidos de forma célere e rigorosa, para que não paire a sensação de que o crime compensa.

Existe um alarde quando os crimes são realizados por universitários, especificamente por aqueles que cursam Direito e altos executivos, mas, não deveria ser assim, como escrevi acima, as pessoas que possuem discernimento, seja pobre ou rica, universitário ou analfabeto, o repúdio e o tratamento dado pela justiça e da sociedade deveria ser igualmente analisado e não da forma como acontece na prática, com frases do tipo:

“Só quem comete crimes são os pobres e/ou favelados.”

“Como é que pode, cursava Direito, tinha tudo nas mãos.”

“Esse ou essa são ricos e com certeza não vão pra cadeia.”

Não importa o nível de escolaridade que estejam, o que importa é a personalidade de cada um, afinal, quem que ser bandido não precisa ter escolaridade, ser rico ou pobre, basta ter em sua personalidade uma má índole.